Em coletiva: Renato Paiva vê Botafogo muito mal em estreia na Libertadores contra a Universidad De Chile, e diz que time repetiu os mesmos pecados contra o Palmeiras

Renato Paiva no Estádio Nacional De Chile - Foto Reprodução Vítor Silva


O Botafogo perdeu por 1 a 0 para a Universidad de Chile na estreia pela Libertadores na noite desta quarta-feira (02/04), no Estádio Nacional de Santiago, em jogo válido pela primeira rodada da fase de grupos.


Ao contrário do jogo contra o Palmeiras, em que o Botafogo empatou, mas jogou bem, o treinador Renato Paiva demonstrou insatisfação com a atuação do time:


- É um jogo muito mal jogado da nossa parte e outra vez com os mesmos pecados do último jogo. Indefinição no último terço, não conseguimos finalizar as jogadas, não foram tantas como contra o Palmeiras. Na primeira parte, conseguimos ter mais posse de bola e chegar no último terço, mas depois tivemos poucas finalizações para a posse que tivemos. Nossa posse precisa ser mais efetiva e terminar mais em finalizações - disse.


Paiva, inclusive, surpreendeu na escalação inicial ao optar por Matheus Martins no lugar de Artur, que vinha sendo o titular. O treinador português já não tinha Savarino, que ficou no Rio de Janeiro para realizar exames.


Nos acréscimos do jogo, Igor Jesus recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Indagado sobre a situação, o treinador "devolveu" o problema ao atacante:


- Quanto ao Igor, vamos jogar com onze. Não está o Igor, estará outro jogador. Não é uma dor de cabeça para mim. É uma dor de cabeça para o Igor que não joga. Eu tenho que encontrar soluções, para dar uma resposta. Obviamente, não queríamos entrar assim na competição. É um resultado que nos desilude.

O gol da La U foi marcado por Di Yorio, em contra-ataque, aos 14 minutos do segundo tempo - antes do treinador processar as primeiras duas alterações.


Em certo momento, Paiva demonstrou o descontentamento com o desempenho com gestos à beira do gramado e justificou.


- O plano de jogo era claro contra uma linha de cinco. Nós não conseguimos aplicar o plano para fazer mal à Universidad de Chile. Por isso abanei a cabeça, ganhávamos a bola e insistíamos no mesmo corredor, nas mesmas zonas. Depois tivemos mais paciência e chegamos às zonas de finalização, foi quando tivemos mais posses e envolvemos o adversário, e conseguimos aumentar o número de passes para progredir.


- É sempre difícil jogar com uma linha de cinco. E nós, muitas vezes, precipitados. Na segunda parte, há o cansaço de alguns jogadores, tive que mexer procurando outro tipo de jogo e sistema, que não funcionou. Acabamos sofrendo um gol em duas finalizações. O jogo é assim. Temos que melhorar muito a parte de criação e finalização. Defensivamente não estivemos mal. A equipe se portou muito bem, quase não houve oportunidades para o adversário. Temos que melhorar o aproveitamento das oportunidades. Quero recordar o contra-ataque que estávamos em superioridade numérica e não conseguimos sequer finalizar - completou.


Por fim, Renato Paiva reconheceu que a vitória da Universidad de Chile foi justa.


- O justo ganhador é quem faz gol. A La U é justa vencedora porque fez gol e nós não fizemos. Não estou de acordo que as movimentações do meu colega (treinador da La U) tenham gerado complicação ao nosso jogo, até tirei um jogador com cartão amarelo. Tivemos um primeiro tempo melhor, essa posse de bola que temos tem que terminar em jogadas de finalização e não está terminando. Na primeira parte precisamos trabalhar mais, em algumas jogadas perdemos a bola rápido. Nossa posse tem que ser mais efetiva, criar mal ao aniversário e precisamos finalizar melhor. Não foi por causa da mudança tática do meu colega. A equipe foi perdendo frescura física. Fizemos mudanças que não melhoraram a equipe. O jogo acabou, e nosso adversário é um justo vencedor - concluiu.

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